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"Associação algarvia de empresas
luta pela competitividade nacional"
O Agrupamento de Empresas Consumidoras de Combustíveis de Portugal (AECCP)
defende a competitividade das empresas nacionais
«A união faz a força» é o lema de Eduardo Pegado, fundador do Agrupamento de
Empresas Consumidoras de Combustíveis de Portugal (AECCP).
Esta entidade, criada para obter os melhores preços nos combustíveis,
pretende que as empresas associadas obtenham vantagens competitivas no decorrer
da sua actividade.
Logo nos primeiros meses de actividade, as empresas associadas ultrapassaram
claramente as expectativas, situação que levou a AECCP a diversificar a oferta.
«Estamos a estabelecer acordos com seguradoras, empresas de telecomunicações
e de equipamento informático. Outras áreas também são abrangidas, como
equipamentos e artigos de escritório, pneus ou ainda veículos automóveis»
referiu Eduardo Pegado, cuja empresa, na área da consultoria de gestão e
marketing, é uma das primeiras associadas da AECCP.
«A ideia de criar esta Associação surgiu quando, em meados de 2005, se
começou a registar uma subida acentuada e preocupante dos preços dos
combustíveis.
Como a situação só tinha tendência para se agravar, enviei uma carta, a 30
de Agosto de 2005, ao doutor José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão
Europeia, a demonstrar a minha estupefacção pela falta de uma reacção concertada
entre todos os países pertencentes à União Europeia», contou Eduardo Pegado ao
«Barlavento».
«Perguntei ainda sobre o que estavam pensando fazer para minorar esta
escalada desenfreada».
«Pouco depois, recebi uma carta do doutor François Lamoreux, da Comissão
Europeia, concordando com as questões que tinha levantado, mas dizendo que a
União dispunha de poucos meios para agir sobre a oferta», recordou o fundador da
AECCP. |
«Indignado com tal resposta, voltei a enviar uma carta, referindo a nossa
intenção de criar um agrupamento de Consumidores de Combustível para poder
lograr vantagens competitivas junto das empresas petrolíferas que operam em
Portugal», acrescentou.
Estas cartas foram assim o ponto de partida desta iniciativa, cuja
actividade se iniciou em Março deste ano, com um núcleo de 40 empresas.
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A BP foi a que apresentou a melhor proposta na altura, com um desconto de
sete cêntimos por litro de combustível e que se encontra actualmente nos nove
cêntimos, mas que a AECCP quer subir para os onze cêntimos por litro.
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Inquirido sobre o género de empresas que se podem associar a esta
iniciativa, o responsável pelo projecto referiu que este «está aberto a todas as
empresas que se queiram associar».
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Sobre os custos de participação no agrupamento, o fundador da AECCP foi
claro: «o único custo para as empresas que se inscrevem é uma verba anual de 100
euros...................»
«Já que nem o nosso Estado, nem a União Europeia faz nada, fazemos nós!»,
concluiu.
AECCP no Futuro
Questionado pelo «barlavento» sobre o que reserva o futuro para a AECCP,
Eduardo Pegado revelou: «tendo em conta o elevado crescimento que temos
registado, que superou em menos de um ano as nossas melhores expectativas,
pretendemos alargar ainda mais o poder negocial e partir para a colaboração com
as mais diversas empresas».
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«Estamos actualmente a desenvolver um cartão personalizado da AECCP, que
poderá vir a ser aplicado dentro em breve. Outra das nossas intenções no futuro
é abrir postos de abastecimento exclusivos dos associados, localizados nos
principais acessos da A22, isto é, na zona de Albufeira, Faro, Lagos e
Portimão», sublinhou ainda.
3 de Outubro de 2006 | 10:15
Eder Sousa |